INTERNACIONAL – Crianças em Gaza enfrentam crise humanitária sem comida e água, alerta Unicef; Israel bloqueia ajuda por 16 dias

Em meio a uma crise humanitária na Faixa de Gaza, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que cerca de 1 milhão de crianças estão vivendo sem os recursos básicos necessários para sobreviver. O diretor do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África, Edouard Beigbeder, recentemente realizou uma viagem de quatro dias aos territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia, onde pôde constatar pessoalmente a gravidade da situação.

Durante sua visita, Beigbeder expressou extrema preocupação com a realidade enfrentada pelas crianças na região. Muitas delas vivem com medo, ansiedade e enfrentam graves consequências devido à privação de assistência humanitária, proteção, deslocamento e até mesmo morte. O bloqueio total de Israel à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza já completou 16 dias, deixando a população vulnerável e enfrentando níveis alarmantes de fome.

Além disso, a falta de eletricidade, que foi cortada por Israel, está privando milhares de crianças do acesso à água potável. Beigbeder destacou a situação precária em que se encontram os sistemas de dessalinização de água apoiados pelo Unicef, que estão operando com apenas 13% de sua capacidade devido à falta de eletricidade.

Outro aspecto preocupante é a saúde das crianças na região, com mais de 180 mil doses de vacinas para a infância bloqueadas por Israel. Essas doses seriam suficientes para vacinar e proteger 60 mil crianças menores de 2 anos, assim como fornecer 20 ventiladores para unidades de terapia intensiva neonatal. No entanto, a falta de acesso a esses suprimentos essenciais tem resultado em perdas diárias de vidas de recém-nascidos por falta de assistência médica adequada.

Enquanto isso, na Cisjordânia, a situação não é diferente. Cerca de 2,3 milhões de crianças palestinas estão sendo afetadas por conflitos, deslocamentos e interrupções na educação. O Unicef destaca a importância de garantir o acesso humanitário e a proteção necessária para essas crianças que estão sendo afetadas pela violência e pelo cerco imposto na região.

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