Após sua condenação, Zambelli deixou o Brasil em junho do ano passado, passando cerca de dois meses foragida antes de ser detida na Itália em julho, durante uma operação da Polícia Federal brasileira em colaboração com a Interpol. Com cidadania italiana, Zambelli tentou evitar a prisão resultante de um mandado emitido pela Justiça brasileira. Desde então, ela permanece presa na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma.
Os advogados de Zambelli solicitaram a transferência para prisão domiciliar, alegando problemas de saúde, mas o pedido foi negado pela Corte de Apelação. Em um segundo julgamento, a ex-deputada também foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, relacionados a um episódio em que perseguiu um jornalista em São Paulo durante as eleições de 2022, resultando em mais cinco anos e três meses de pena.
Atualmente, a defesa de Zambelli anunciou que recorrerá da decisão sobre a extradição. O advogado Fábio Pagnozzi afirmou que, se o recurso for aceito, o processo poderá ser reiniciado, trazendo novos desdobramentos ao caso. Caso contrário, haverá a possibilidade de apelação junto à Corte Constitucional Superior italiana, tarefa que deve ser concluída em até 15 dias, tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público.
A decisão final sobre a extradição cabe ao governo italiano, especificamente à primeira-ministra Georgia Meloni e ao ministro da Justiça Carlo Nordio, que podem optar por não seguir a recomendação judicial. Se o governo decidir não se pronunciar, Zambelli poderá ser liberada. A expectativa é que os próximos meses sejam marcados por delongas jurídicas, tornando a situação da ex-deputada cada vez mais complexa.
