O jogo caminhava para um empate sem gols, quando, próximo ao final do segundo tempo, o árbitro, auxiliado pelo VAR, assinalou um pênalti para a equipe marroquina. A decisão gerou indignação entre os jogadores senegaleses, que se sentiram prejudicados e deixaram o campo como forma de protesto.
Após alguns minutos de tensão, os atletas do Senegal decidiram retornar ao campo. No entanto, a cobrança do pênalti, realizada pelo espanhol de origem marroquina Brahim Díaz, foi mal executada – ele tentou um “cavadinha” e acabou facilitando a defesa do goleiro senegalês. A partida seguiu para a prorrogação, onde Pape Gueye, logo no início do tempo extra, anotou o único gol da partida, selando assim a vitória do Senegal.
Essa final não foi apenas um momento de celebração, mas também um ponto de conflito. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, utilizou suas redes sociais para parabenizar os senegaleses pela conquista, mas também fez questão de expressar sua preocupação com os comportamentos que marcaram o jogo. Infantino condenou a atitude dos jogadores senegaleses de deixar o campo, considerando-a inaceitável e ressaltando que a violência não pode ser tolerada no futebol.
Com isso, a Fifa se prepara para ações disciplinares, que podem resultar em punições para os jogadores e a comissão técnica do Senegal. Além de possíveis multas, há a possibilidade de que os atletas enfrentem restrições em competições futuras, incluindo a Copa do Mundo deste ano. A dimensão desse episódio pode impactar diretamente a imagem do futebol africano e a forma como as decisões de arbitragem são recebidas nas competições internacionais.






