INTERNACIONAL – Conflito entre Israel e Irã se intensifica com novos ataques e tensão no mercado de energia após ofensivas regionais e ameaças mútuas.

Na sexta-feira (20), a tensão entre Israel e Irã se intensificou com uma série de ataques mútuos em meio a um cenário de hostilidades que perdura há meses. A escalada dos confrontos seguiu um ataque iraniano que danificou uma refinaria de petróleo israelense, dias depois que o presidente dos Estados Unidos expressou preocupação em relação a uma possível ofensiva israelense em um campo de gás no Mar do Norte, que é compartilhado com o Catar.

As Forças Armadas israelenses confirmaram que realizaram ataques direcionados à infraestrutura “do regime terrorista iraniano”, embora os detalhes das operações não tenham sido amplamente divulgados. Em retaliação, o Irã lançou uma série de mísseis em direção a Israel, levando ao acionamento de sirenes em Tel Aviv, enquanto explosões de interceptores de defesa aérea podiam ser ouvidas pela cidade.

Este conflito armado, que já resultou na morte de milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, vem se espalhando por todo o Oriente Médio e impactando significativamente a economia global desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram suas ofensivas em 28 de fevereiro. A situação se agrava ainda mais com relatos de uma “ameaça de míssil” nos Emirados Árabes Unidos, coincidentemente quando os muçulmanos começavam a celebrar o feriado do Eid al-Fitr, e um ataque a uma refinaria no Kuwait que também gerou preocupação.

Recentemente, a crise energética na região se intensificou. A resposta do Irã a um ataque israelense com danos significativos à cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, elevou os preços da energia. Essa instalação é responsável por cerca de 20% do gás natural liquefeito mundial, e os danos constantes levantam dúvidas sobre a viabilidade de restauração plena a curto prazo.

Além disso, o principal porto da Arábia Saudita no Mar Vermelho também foi alvo de ataques, o que complicou as exportações do país, que tenta evitar o fechamento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, um canal vital que transporta um quinto do petróleo mundial. Embora os preços do petróleo tenham caído após os países ocidentais e o Japão se oferecerem para garantir a segurança na passagem de navios pelo estreito, a capacidade de resposta do Irã em retaliar os ataques israelenses e americanos ressalta a vulnerabilidade das defesas aéreas na proteção de ativos críticos na região, acentuando a instabilidade geopolítica e ameaçando os mercados globais de energia.

As consequências do conflito entre Israel e Irã continuam a reverberar, e a comunidade internacional observa com apreensão a evolução desse embate que se tornou uma questão crítica na segurança e na economia do Oriente Médio e além.

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