INTERNACIONAL – Colômbia se prepara para escolher novo presidente em eleição crucial que pode redefinir laços com os Estados Unidos e a política local até 2030.

No domingo, 31 de outubro, aproximadamente 41 milhões de colombianos irão às urnas para votar na eleição presidencial que determinará quem será o novo líder do país para o período de 2026 a 2030. Entre os 14 candidatos, três se destacam como favoritos para avançar ao segundo turno, programado para o dia 21 de junho. Os resultados desta eleição poderão redefinir a relação da Colômbia com os Estados Unidos, influenciando a política externa do país, que é o segundo mais populoso da América do Sul.

O atual presidente, Gustavo Petro, o primeiro da esquerda a assumir o cargo, não pode concorrer novamente devido à proibição de reeleição. Com o voto não sendo obrigatório, a mobilização popular será crucial. Os líderes nas pesquisas incluem Iván Cepeda, um filósofo de esquerda e defensor dos direitos humanos; Paloma Valência, senadora de direitas alinhada ao ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriella, um advogado milionário e crítico do passado político, que possui uma admiração explícita por figuras do extremismo da direita, como Donald Trump e Javier Milei.

Iván Cepeda aparece como o mais cotado para garantir sua presença no segundo turno. Ele é um veterano da política, tendo sido deputado e senador, e tem um histórico de luta contra a injustiça social. Cepeda, que viveu no exílio devido a ameaças, também foi um dos arquitetos da “Paz Total”, proposta para encerrar um conflito armado que se estende há mais de seis décadas. O candidato traz consigo a herança popular do governo Petro, que, apesar de seus desafios, viu sua aprovação crescer significativamente.

Em oposição a Cepeda, Paloma Valência representa a velha guarda política e defende uma abordagem militar rígida para os conflitos no país. Seu histórico como defensora de Uribe a coloca em uma posição controversa, considerando o legado de violência associado ao ex-presidente. Por sua vez, Abelardo de La Espriella se posiciona como um outsider, propondo soluções drásticas contra a criminalidade, e apresenta uma retórica que ecoa os sentimentos antissistêmicos da extrema-direita.

A questão da paz continua central na campanha eleitoral, em um país que ainda enfrenta combates violentos entre grupos insurgentes e as forças estatais. As propostas dos candidatos divergem amplamente, com Cepeda e a administração Petro buscando uma abordagem que mescla negociação com repressão, enquanto à direita e à extrema direita predominam soluções bélicas.

As eleições que se aproximam não apenas definirão o futuro político da Colômbia, mas também seu posicionamento em um contexto geopolítico mais amplo, refletindo a importância do país na dinâmica das Américas. O desfecho da votação será decisivo para o legado de Gustavo Petro e as direções que seus sucessores poderão tomar.

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