Na mensagem, a CNBB declarou: “Unimo-nos espiritualmente às vossas orações e iniciativas pastorais, expressando nossa solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas.” Além disso, enfatizou a dor compartilhada pelos líderes religiosos da América Latina, ratificando a esperança no poder transformador do Evangelho que propõe uma paz que não depende de armas.
A carta também destaca a importância do diálogo transparente, da justiça e do respeito à dignidade humana, ressaltando que esses elementos são essenciais para a promoção do bem coletivo. A CNBB argumenta que fortalecer a democracia e promover a convivência pacífica são fundamentais para a construção de uma sociedade em harmonia e reconciliação duradoura.
Além da mensagem de apoio, a CNBB pede que o Espírito Santo fortaleça a missão da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade e sabedoria aos líderes e ao povo, guiando-os em direção à unidade e à esperança.
Em um contexto mais amplo, no último sábado, explosões foram registradas em Caracas, onde um ataque militar, supostamente conduzido por forças dos Estados Unidos, resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Esta incursão marca um novo capítulo das intervenções diretas norte-americanas na América Latina, relembrando episódios históricos como a invasão do Panamá em 1989, que resultou na captura do então presidente Manuel Noriega, acusado de narcotráfico.
Os Estados Unidos têm acusado Maduro de liderar um cartel de drogas denominado De Los Soles, embora especialistas questionem a existência de tal organização. Durante a administração de Donald Trump, o governo dos EUA ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano. Críticos afirmam que essas ações visam não apenas isolar a Venezuela de potências rivais como China e Rússia, mas também garantir um controle mais efetivo sobre as vastas reservas petrolíferas do país, que são as maiores do mundo.
