Durante a conversa, ambos os líderes abordaram diversos temas que vão além da questão da segurança. Sheinbaum enfatizou a importância do respeito mútuo entre as soberanias dos dois países e a necessidade de se trabalhar em conjunto na busca por soluções para a redução do tráfico de drogas, bem como na promoção do comércio e dos investimentos entre as nações. Para a presidente mexicana, a colaboração e a cooperação são fundamentais, e melhores resultados podem ser alcançados quando se estabelece um diálogo respeitoso.
Em contrapartida, Trump, em suas declarações, havia insinuado a possibilidade de ações militares contra os cartéis de drogas no México, expressando uma visão pessimista sobre a situação de segurança do país vizinho. Suas palavras indicaram um descontentamento com a forma como a questão do tráfico de drogas vem sendo enfrentada. Esse tipo de retórica inflamatória, que inclui comentários sobre ações militares, não é inédito na era Trump, já que o ex-presidente também mencionou ações semelhantes contra outros países da América Latina, como a Venezuela.
Além disso, Trump fez alucinações a Cuba, ao sugerir que o país deveria negociar com os Estados Unidos antes que seja tarde, referindo-se às dificuldades econômicas que a ilha enfrenta devido à perda de recursos da Venezuela. A resposta de Miguel Díaz-Canel, presidente cubano, foi firme. Ele reafirmou a soberania de Cuba, enfatizando que a nação é livre e independente, denunciando qualquer tentativa de pressão externa.
O contexto reflete não apenas as complexas relações internacionais entre os países da região, mas também as tensões internas em cada nação, onde líderes tentam equilibrar a pressão externa com as necessidades e expectativas de sua população. O diálogo construtivo, como defendido por Sheinbaum, pode ser um caminho importante para a estabilidade na região.







