Os estragos foram visíveis em Xangai, a segunda maior cidade da China, onde importantes centros comerciais e ruas movimentadas ficaram submersos. O caos se estabeleceu com o cancelamento de 943 voos pelos dois principais aeroportos da cidade, uma medida reportada por meios de comunicação estatais. A China Eastern Airlines informou que estava adotando medidas para restabelecer a normalidade nas operações aéreas em Xangai, Zhejiang e outras localidades afetadas.
Moradores das áreas suburbanas de Jiading e Qingpu compartilharam relatos e vídeos nas redes sociais, mostrando a realidade angustiante das ruas alagadas. “Choveu quase a noite toda. Ao acordar, encontrei meu bairro completamente inundado”, relatou uma moradora local, que expressou estar diante de uma situação sem precedentes nos últimos dez anos. A intensidade das chuvas e a gravidade da inundação deixaram os habitantes perplexos.
As previsões meteorológicas indicam que o tufão Dolphin, considerado o mais potente a afetar a China até o momento neste ano, deverá avançar para o interior, direcionando-se às províncias de Hubei e Henan. As autoridades da capital, Pequim, já se prepararam para a chegada de um novo sistema de chuvas e intensificaram os alertas contra enchentes. A expectativa é de que entre terça e quinta-feira a cidade enfrente precipitações significativas, o que acende ainda mais a preocupação com deslizamentos de terra nas regiões montanhosas vizinhas.
As autoridades continuam monitorando a situação de perto, enquanto a população enfrenta as consequências desses eventos climáticos extremos, que ressaltam a vulnerabilidade das áreas urbanas frente a desastres naturais.




