Na visão de Pequim, a prisão de Maduro exemplifica uma violação gritante das normas internacionais, uma vez que a China se coloca como um dos principais aliados econômicos e políticos da Venezuela. O governo chinês ressaltou que a detenção representa uma ameaça à soberania da nação sul-americana e solicitou que os Estados Unidos garantam a segurança do presidente e de sua esposa, cessando qualquer tentativa de desestabilizar o governo venezuelano.
O comunicado enfatiza que a crise deve ser resolvida através do diálogo e da negociação, em vez de ações unilaterais de força. A China já havia se manifestado a respeito do tema um dia antes, expressando sua indignação e declarando estar “profundamente chocada” com a abordagem adotada pelos Estados Unidos. A chancelaria chinesa condenou veementemente o que considera uma violação dos direitos de um estado soberano, chamando a atenção para a necessidade de um tratamento respeitoso entre nações.
A situação, que já se transforma em uma crise diplomática, deve ser discutida em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, agendada para amanhã, 5 de outubro. A expectativa é que este encontro traga à tona posicionamentos e possíveis mecanismos para abordar o impasse entre os Estados Unidos e a Venezuela, bem como as consequências para a política internacional. A situação é tensa e a comunidade global observa atentamente os desdobramentos, que podem afetar significativamente a geopolítica da região.







