INTERNACIONAL – Chanceler brasileiro descarta tema da Ucrânia na 16ª cúpula do Brics e destaca fortalecimento da parceria entre os países.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, desembarcou na Rússia nesta segunda-feira para participar da 16ª cúpula do Brics, que acontece entre os dias 22 e 24 de outubro. Em meio à crise entre a Rússia e a Ucrânia, Vieira foi questionado pelos jornalistas se a situação no país vizinho seria tema de discussão no encontro. No entanto, o ministro enfatizou que o foco do evento é fortalecer a cooperação dentro do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A expectativa é que a pauta da cúpula inclua a modalidade de membro associado do Brics, com cerca de 30 países demonstrando interesse em ingressar no grupo. Vieira destacou que a expansão do bloco está em evolução e que os chefes de Estado discutirão os novos parceiros e as modalidades de participação. A possibilidade de a Venezuela se tornar um membro associado também foi mencionada pelo chanceler brasileiro, que afirmou que todos os países candidatos têm chances.

Um dos destaques do encontro deste ano será a definição dos critérios de adesão de novos membros associados ao Brics, visando ampliar a diversidade e a representatividade do bloco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pôde comparecer à cúpula devido a um acidente doméstico, sendo substituído por Mauro Vieira.

Além das discussões sobre a entrada de novos membros, o Brics também deve abordar medidas para reduzir a dependência do dólar no comércio entre os países e fortalecer instituições financeiras alternativas ao FMI e ao Banco Mundial. O bloco representa aproximadamente 36% do PIB global e abriga cerca de 42% da população mundial, superando o G7 em termos de economia e representatividade.

Com a presença confirmada de 32 países e líderes de Estado de 23 na cúpula, as expectativas estão altas para as discussões e acordos que podem surgir desse encontro entre as potências emergentes do mundo.

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