O Irã demonstrou um forte desejo de que os membros do Brics manifestassem uma reprovação à guerra liderada pelos Estados Unidos e Israel contra seu território. Além disso, Teerã acusou os Emirados Árabes Unidos, que mantém alianças estreitas com os EUA, de participação ativa nas operações militares contra o país persa. Desde o início do conflito, que teve início em 28 de fevereiro, o Irã executou diversas investidas com mísseis e drones em bases localizadas na terra dos Emirados.
A Índia, por meio de sua comunicação oficial, reconheceu que divergências surgiram entre os membros do Brics sobre a situação no Oriente Médio e na Ásia Ocidental. Em uma entrevista posterior, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, insinuou que um dos integrantes do Brics impediu a inclusão de certas partes na declaração final, embora não tenha identificado o país específico. Araqchi ressaltou que o foco das ações iranianas tem sido direcionado a bases militares americanas e não aos Emirados, enfatizando a importância da convivência pacífica entre as nações da região.
34 Os ministros apelaram para que o bloco permaneça unido, enfatizando a vitalidade do Sul Global como agente de transformações importantes frente aos desafios globais. Eles reforçaram a necessidade de um entendimento sobre a Faixa de Gaza, afirmando que ela é parte integrante do território palestino ocupado e destacando o potencial de unificação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina.
A nota emitida pela Índia, na qualidade de presidência do Brics em 2026, reiterou a importância de um comércio marítimo seguro e das obrigações de respeitar o direito internacional. O encontro encerrou-se com um chamado à unidade entre os países em desenvolvimento, diante de tensões globais e de dificuldades econômicas crescentes.
O Brics, atualmente composto por 11 nações-membros e 10 parceiros, busca estabelecer uma plataforma de diálogo e colaboração que reflita a diversidade e as aspirações de seus países integrantes no cenário internacional.





