A escolha da Samaúma para representar o Brics 2025 foi justificada pelo governo federal como uma forma de traduzir o objetivo do grupo. A capacidade da árvore de retirar água das profundezas do solo, mesmo em períodos de seca, e compartilhá-la com outras plantas simboliza cooperação e desenvolvimento compartilhado. Além disso, as sapopemas, estrutura presente na Samaúma, são utilizadas para comunicação na floresta, e o som que ecoa ao ser golpeada representa conexão e diálogo.
O Brasil assumirá a presidência do Brics em 2025, bloco composto originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A participação foi ampliada com a inclusão de Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia. Esta será a segunda vez que o Brasil sediará o encontro, sendo a primeira há 15 anos.
O Brics surgiu como um acrônimo em 2001, cunhado por Jim O’Neil, então economista-chefe do Goldman Sachs. O objetivo era designar economias emergentes com alto potencial de crescimento no século 21. Em 2006, os quatro países formalizaram um fórum de discussões, e em 2014, foi anunciada a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do Brics.
O NBD, fundado formalmente em 2015, financia projetos de infraestrutura e crescimento sustentável nos países-membros. Em oito anos, o banco emprestou US$ 33 bilhões para 100 projetos de infraestrutura e energia renovável. Além disso, o Brics estabeleceu um fundo de reservas para preservar a estabilidade financeira dos países-membros em tempos de crise, com um aporte inicial de US$ 100 bilhões.
O encontro de Cúpula do Brics em 2025 promete trazer importantes discussões sobre cooperação, desenvolvimento e crescimento econômico entre os países-membros, com a presença da imponente Samaúma representando o espírito de união e diálogo que caracteriza o bloco.
