A declaração enfatiza a gravidade da crise humanitária em Gaza e expressa solidariedade com a população civil palestina, que tem sofrido com a violência e as condições precárias na região. Os líderes dos 24 países destacaram a necessidade de um cessar-fogo imediato, conforme exigido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e reiteraram a importância do cumprimento do direito internacional, especialmente no que diz respeito à proteção de civis.
O texto também menciona os casos em andamento na Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação contínua de Israel no Estado da Palestina constitui violação do direito internacional e se os ataques de Israel a Gaza configuram genocídio. Além disso, os países da Celac reforçam a necessidade de libertação imediata e incondicional de reféns e reiteram o apoio à solução de dois estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado em fronteiras seguras e reconhecidas.
Durante a cúpula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma moção à ONU pelo fim do genocídio de palestinos em Gaza, destacando a desproporcionalidade e indiscriminação dos ataques de Israel. Lula também criticou a falta de resposta da comunidade internacional aos eventos na região, ressaltando a urgência de ações para proteger a população civil.
A declaração conjunta dos países da Celac destaca a importância do acesso humanitário às áreas afetadas e expressa apoio à Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA). A agência da ONU desenvolve ações sociais para palestinos em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano, oferecendo serviços essenciais como educação, saúde e moradia.
Após um período de afastamento, o Brasil se reintegrou à Celac em janeiro de 2023, como uma das primeiras medidas de política externa do governo Lula. A comunidade é vista como um importante mecanismo de diálogo e cooperação entre os países latino-americanos e caribenhos, reforçando o compromisso regional em busca de soluções pacíficas e justas para conflitos como o que ocorre atualmente em Gaza.







