No domingo anterior, 15 de outubro, o governo israelense aprovou essa reabertura, permitindo que colonos israelenses adquirissem propriedades de forma definitiva na região. Para os palestinos, essa ação representa uma “anexação de fato”, que contraria princípios do direito internacional.
Os países signatários do comunicado deixaram claro que essa decisão de Israel desacata normas internacionais. Eles reafirmaram a rejeição a qualquer tentativa de alterar a demografia e o status do Território Palestino Ocupado, o que inclui Jerusalém Oriental. A nota destaca que tais ações não apenas ferem o direito internacional, mas também comprometem os esforços para a paz e a estabilidade na região. Os países se comprometeram a adotar medidas que visem à autodeterminação do povo palestino e a enfrentar a política de assentamentos considerada ilegal.
A mensagem ressalta que uma paz justa e duradoura, fundamentada nas resoluções da ONU e na Iniciativa de Paz Árabe, é a única forma viável de assegurar segurança e estabilidade. A proposta inclui a solução de dois Estados, onde uma Palestina independente e soberana coexistiria pacificamente ao lado de Israel, respeitando as fronteiras pré-1967, que também se aplicariam a Jerusalém.
A Cisjordânia é uma das principais áreas reivindicadas pelos palestinos para um futuro Estado. Grande parte do território está sob controle militar de Israel, enquanto a autonomia da Autoridade Palestina permanece restrita a algumas áreas.
Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o registro de terras é uma medida fundamental para a segurança do país. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda se defendeu, classificando a ação como uma resposta apropriada a tentativas da Autoridade Palestina de registrar terras ilegalmente. Por sua vez, a presidência palestina tratou a decisão israelense como uma tentativa de consolidar a ocupação, chamando atenção para o que consideram um início de planos de anexação que alimentam as atividades de colonização na região.







