INTERNACIONAL – Brasil Condena Interdição de Religiosos Católicos em Igreja Sagrada Durante Domingo de Ramos em Jerusalém Oriental; Itamaraty Classifica Ação como Gravíssima.

Neste domingo, dia 29, o Brasil manifestou indignação em relação à ação da polícia israelense que impediu o acesso de dois importantes religiosos católicos à Igreja do Santo Sepulcro, situada em Jerusalém Oriental. A situação ocorreu durante a celebração do Domingo de Ramos, um momento significativo no calendário cristão que marca o início da Semana Santa.

Os religiosos envolvidos, o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, planejavam realizar uma missa no local que é reverenciado como o local da crucificação e ressurreição de Jesus Cristo. No entanto, foram impedidos de prosseguir em direção à igreja, apesar de estarem se deslocando de maneira privada e sem a intenção de realizar uma procissão.

O Santo Sepulcro é considerado um dos mais sagrados lugares do cristianismo. O Domingo de Ramos, especificamente, relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, onde Ele foi aclamado por uma multidão que ostentava ramos de palmeira. A importância desta data para os fiéis cristãos não pode ser subestimada, e a ação da polícia de Israel gerou uma onda de críticas.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma declaração oficial enfatizando que as restrições impostas pela polícia israelense têm sido uma prática recorrente, afetando não apenas as celebrações cristãs, mas também a acessibilidade da Esplanada das Mesquitas, um local sagrado para os muçulmanos, especialmente durante o mês do Ramadã.

Na nota, o governo brasileiro também fez referência ao parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, que emitiu um alerta sobre a presença de Israel em Territórios Ocupados, considerando-a ilegal. O Itamaraty foi incisivo ao afirmar que Israel não possui a legitimidade para exercer soberania em qualquer parte do Território Palestino Ocupado, incluindo a Jerusalém Oriental.

As ações recentes foram qualificadas pelo governo brasileiro como “extrema gravidade” e uma violação do status quo histórico dos locais sagrados em Jerusalém, bem como do princípio da liberdade religiosa, essencial para a convivência pacífica entre as diversas comunidades de fé que habitam a região. Com isso, o Brasil se posiciona firmemente em defesa dos direitos de circulação e culto nas áreas de importância religiosa.

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