Michelle Bachelet se destaca como uma figura pioneira na política chilena, sendo a primeira mulher a presidir o Chile, além de ter ocupado cargos significativos como ministra da Saúde e da Defesa. A trajetória de Bachelet é marcada por sua experiência em altos postos no sistema multilateral. Lula enfatizou a contribuição dela como primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, onde implementou ações relevantes em prol da igualdade de gênero. Além disso, sua atuação como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos também foi mencionada, ressaltando seu empenho em proteger os mais vulneráveis e promover um meio ambiente limpo e sustentável.
O atual secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, iniciou sua gestão em janeiro de 2017 e foi reeleito em 2021 para um mandato que se estenderá até 2026. O novo secretário-geral assumirá suas funções em 1º de janeiro de 2027, abrindo espaço para novas candidaturas e lideranças dentro da organização.
A candidatura de Bachelet, conforme explicado pelo Ministério das Relações Exteriores, foi formalmente apresentada por uma coalizão de países da América Latina, incluindo o Brasil, Chile e México. Em um comunicado, o Itamaraty destacou que essa candidatura reflete um desejo comum de trabalhar para fortalecer o sistema multilateral, especialmente em um cenário internacional repleto de desafios, como conflitos e retrocessos democráticos.
Bachelet é vista como uma líder capaz de trazer soluções significativas para os problemas atuais que a ONU enfrenta, contribuindo para uma organização mais eficaz e voltada ao bem-estar das pessoas. A nota do Itamaraty ainda mencionou o papel crucial da ONU como mediadora em questões de paz e segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos. O comprometimento do Brasil com o multilateralismo foi reafirmado, enfatizando a necessidade de cooperação internacional e respeito à autodeterminação dos povos em um mundo cada vez mais complexo.
