De acordo com o chefe do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), Simon Stiell, a COP29 deve ser um marco para que os compromissos sejam cumpridos, ressaltando a importância do financiamento climático para salvar a economia global e milhões de vidas dos impactos das mudanças climáticas.
Com uma população de 10,3 milhões de habitantes, majoritariamente azeris, o Azerbaijão possui uma história marcada por diversas influências culturais, oriundas do domínio soviético, russo, otomano, persa e romano. A economia do país é fortemente baseada na exportação de petróleo e gás natural, mas, comprometido com a causa ambiental, o Azerbaijão se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2050 e aumentar a capacidade de energia renovável para 30% até 2030.
Além disso, a nação, que integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), se destaca no mercado de petróleo, produzindo 504,2 mil barris por dia em 2023, segundo dados da Opep.
A escolha do Azerbaijão como sede da COP29 foi marcada por impasses geopolíticos e veto da Rússia às candidaturas da Bulgária e da Armênia, devido à crise na Ucrânia. A decisão final veio após uma negociação envolvendo a liberação de prisioneiros armênios em meio à disputa pelo controle de Nagorno-Karabakh entre os países.
Apesar das críticas internacionais em relação à democracia no Azerbaijão, o presidente Ilham Aliyev celebrou a escolha do país como sede da conferência, destacando o reconhecimento internacional pelo trabalho desenvolvido na área de energia verde. Com isso, a COP29 se prepara para reunir líderes globais em um ambiente propício para discutir soluções concretas e urgentes diante dos desafios climáticos enfrentados pelo planeta.





