INTERNACIONAL – Autoridade do Canal do Panamá nega alegação dos EUA sobre isenção de taxas para embarcações governamentais, aumentando tensões com Trump.

A Autoridade do Canal do Panamá negou veementemente a alegação feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos de que as embarcações do governo norte-americano poderiam atravessar o canal sem pagar taxas. Essa negativa certamente aumenta as tensões entre os dois países, especialmente após o presidente Donald Trump ameaçar retomar o controle da passagem.

Segundo a agência autônoma que supervisiona o canal, não houve nenhuma alteração em relação à cobrança de taxas ou direitos para a travessia da via. A declaração oficial foi emitida em resposta direta às alegações feitas pelos Estados Unidos, que afirmaram que o Panamá concordou em isentar as embarcações do governo norte-americano de taxa de travessia.

A Autoridade do Canal do Panamá afirmou estar disposta a dialogar com autoridades relevantes dos EUA para tratar do trânsito de navios de guerra provenientes do país. Essa postura visa esclarecer qualquer mal-entendido e manter a transparência nas relações entre os dois países.

Recentemente, o Panamá se tornou alvo das críticas do presidente Trump, que alega que o país cobra taxas excessivas pelo uso da passagem comercial. O presidente chegou a ameaçar retomar o controle do canal, caso os princípios morais e legais não fossem seguidos.

No entanto, o governo panamenho nega as acusações de Trump, assim como a suposta cessão do controle do canal à China. Em uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o presidente panamenho prometeu se retirar da Iniciativa Cinturão e Rota da China e rejeitou a ameaça de retomada do controle do canal pelos EUA.

Essa troca de declarações e ações entre os dois países ressaltam a importância estratégica e econômica do Canal do Panamá e como ele continua sendo um ponto sensível nas relações internacionais. Acompanharemos de perto os desdobramentos desse impasse diplomático.

Sair da versão mobile