Através de um comunicado oficial, o governo argentino deixou claro que colaboradores do governo Maduro não terão direito a asilo no país. Essa nova postura se alinha a um momento de intensa turbulência política na América Latina, especialmente em decorrência de recentes ações envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela.
Recentemente, o presidente argentino, Javier Milei, manifestou apoio ao que chamou de “captura” de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, referindo-se a essa ação como um movimento contra aquilo que ele categoriza como “inimigo da liberdade” na região. Milei comparou a situação da Venezuela à de Cuba durante os anos 60, ressaltando uma perspectiva de antagonismo em relação às políticas da Venezuela no continente.
A história de intervenções dos Estados Unidos na América Latina é longa e marcada por controvérsias. A última invasão militar ocorreu em 1989, no Panamá, visando o então presidente Manuel Noriega, acusado de narcotráfico. De forma similar, Maduro é alvo de acusações de liderar um suposto cartel de drogas, conhecido como De Los Soles, embora experts questionem a veracidade dessas alegações.
Adicionalmente, a administração do ex-presidente Donald Trump havia estabelecido uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que pudessem levar à captura de Maduro. Críticos da política externa dos EUA afirmam que essas ações são uma estratégia geopolítica para enfraquecer a Venezuela e afastá-la de parceiros não alinhados, como China e Rússia, ao mesmo tempo em que buscam exercer controle sobre as vastas reservas de petróleo do país, que são consideradas as maiores do mundo.
Com essas novas medidas e o contexto de tensões geopolíticas, a Argentina retorna sua atenção para a dinâmica interna do continente, reforçando seu posicionamento diante de um dos governos mais controversos da América Latina nos últimos anos.







