INTERNACIONAL – Aquecimento Global Aumenta Risco de Epidemias de Chikungunya na Europa, Alertam Cientistas sobre Infecção Viral que Causa Dores Intensas nas Articulações.

Um recente estudo científico lançou um alerta preocupante sobre a crescente incidência de infecções pelo vírus Chikungunya, especialmente em decorrência do aumento das temperaturas globais. Essa doença viral, transmitida por mosquitos do gênero Aedes — notavelmente o Aedes aegypti e o Aedes albopictus — é comum em regiões tropicais e é conhecida por causar dores intensas nas articulações, que podem persistir por anos.

Os pesquisadores indicam que a infecção pode se espalhar para 29 países a mais, incluindo a maior parte do continente europeu. Destacam-se principalmente países da Europa do Sul, como Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal, que estão sob maior risco de surtos vinculados ao Chikungunya. A situação é ainda mais alarmante, considerando que o aquecimento global está transformando o clima europeu, permitindo que esses mosquitos sobrevivam e se reproduzam durante todo o ano, alterando, assim, os padrões de transmissão da doença.

A análise do estudo revela que a temperatura mínima necessária para a incubação do vírus no Aedes albopictus é significativamente mais baixa do que o anteriormente estimado, ficando em torno de 2,5 graus Celsius. Em comparação, estudos anteriores estipulavam que a transmissão só ocorreria em temperaturas acima de 16 °C. Essa nova perspectiva sobre as condições climáticas eleva o risco de surtos em regiões até então consideradas seguras.

Além dos impactos físicos, a infecção pelo Chikungunya é particularmente amenazadora para crianças e idosos e tem potencial para ser fatal. Embora não se transmita diretamente de pessoa para pessoa, há relatos de transmissão de mãe para filho durante a gravidez, bem como através de transfusões de sangue contaminado.

Os invernos tradicionalmente frios da Europa, uma barreira à atividade dos mosquitos Aedes, estão se tornando menos eficazes devido ao aquecimento global. Cientistas indicam que essa mudança climática está sendo acelerada na Europa, onde a temperatura está subindo a um ritmo duas vezes mais rápido do que a média global.

Em resposta a essa situação emergente, a Dra. Diana Rojas Alvarez, da Organização Mundial da Saúde, ressaltou que a prevenção deve incluir educação sobre eliminação de criadouros de mosquitos, bem como o uso de roupas de proteção e repelentes. Ela enfatiza a urgência de implementar sistemas de vigilância da doença para mitigar seus impactos futuros.

O estudo serve como um chamado à ação para que as autoridades sanitárias e a população estejam cientes e preparados para enfrentar os possíveis surtos do Chikungunya que se avizinham com a mudança do clima.

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