Com mais de 11 milhões de eleitores registrados, a participação chegou a níveis consideráveis, embora quase metade dos cidadãos elegíveis não tenha comparecido às urnas. Até as 21h30, horário local, Seguro contabilizava cerca de 3,3 milhões de votos, enquanto Ventura ficava atrás, com aproximadamente 1,6 milhão. Este resultado reflete não apenas a preferência dos cidadãos, mas também um contexto político em que a direita extrema tenta consolidar sua presença.
A eleição de Seguro marca um momento histórico, sendo apenas a 11ª vez que os portugueses escolheram um presidente em regime democrático desde 1976. Desde então, apenas quatro presidentes conseguiram ultrapassar a marca de 3 milhões de votos, um feito que Mário Soares, um ícone do socialismo em Portugal, conseguiu duas vezes: primeiro em 1986 e, novamente, em 1991, quando registrou a maior porcentagem de votos já alcançada na história das eleições presidenciais do país, com 70,35%.
Além de Soares, outros presidentes que obtiveram mais de 3 milhões de votos incluem António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, que também foram reeleitos em seus respectivos mandatos. A vitória de Seguro se insere, assim, em um histórico de mobilização popular que delineia o cenário político de Portugal.
Atualmente, Marcelo Rebelo de Sousa ocupa o cargo de presidente e encerrará seu mandato em março de 2026. Durante seu tempo no cargo, ele teve um papel ativo na contextualização das discussões políticas e da atualidade do país, preparando o terreno para os novos desafios que a liderança de Seguro poderá representar. A mudança no comando da presidência traz à tona novas expectativas sobre a condução dos rumos de Portugal nos próximos anos.
