Na declaração, os países enfatizaram a gravidade das operações recentes na Venezuela, reiterando seu compromisso com os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas, que busca garantir a paz e a segurança global. Os signatários expressaram seu “profundo repúdio” ao que consideram uma ação unilateral, que desafia princípios fundamentais como a proibição do uso da força e o respeito pela soberania dos Estados.
Os seis países também alertaram que tais intervenções militares representam um “precedente extremamente perigoso” que compromete a segurança regional e coloca em risco a vida de civis. Eles pleitearam que a solução para a crise na Venezuela ocorra exclusivamente por vias pacíficas, promovendo o diálogo e o respeito à vontade do povo venezuelano, sem qualquer tipo de interferência externa.
O comunicado também reforçou a importância de um processo político liderado pelos próprios venezuelanos, como única via para alcançar uma solução democrática e sustentável, respeitando a dignidade humana. Ao final da carta, os países apelaram à unidade regional além das divisões políticas, enfatizando a necessidade de evitar ações que possam desestabilizar a região.
Além disso, os signatários solicitaram ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a outros mecanismos multilaterais relevantes que desempenhem um papel ativo na redução das tensões e na promoção da paz.
O cenário se agravou no último sábado, quando explosões foram registradas em Caracas durante o ataque militar, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças de elite dos EUA. Esta ação marca um novo capítulo nas intervenções norte-americanas na América Latina, relembrando eventos do passado, como a invasão ao Panamá em 1989.
Sob o pretexto de combater o narcotráfico, os Estados Unidos têm acusado Maduro de liderar um suposto cartel, alegações que carecem de evidências concretas e são contestadas por especialistas. A administração Trump chegou a oferecer recompensas substanciais por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano, o que, para críticos, revela uma estratégia geopolítica para limitar a influência de potências como China e Rússia na região, além de tentar obter maior controle sobre as vastas reservas de óleo da Venezuela.
