Em suas declarações, Ursula enfatizou que essa ação representa um marco significativo nas políticas comerciais da Europa. “Estamos empenhados em criar crescimento e empregos, além de garantir os interesses dos consumidores e empresas europeias”, disse a presidente, que lidera a elaboração de propostas legislativas e a execução das decisões do Parlamento e do Conselho Europeus.
Com a confirmação do acordo, Ursula planeja viajar para o Paraguai na próxima semana, onde participará da ratificação do acordo com os países do Mercosul. É importante lembrar que o Paraguai assumirá a presidência rotativa do bloco em dezembro de 2025. Em comunicado mais detalhado, a presidente manifestou sua expectativa pela assinatura do tratado, que, para ser implementado, ainda necessita de aprovação no Parlamento Europeu.
Ursula destacou o contexto atual, onde as relações comerciais e econômicas estão sendo utilizadas como armas. Ela vê o acordo como uma forma de a Europa afirmar sua autonomia e continuar sendo uma parceira confiável no cenário internacional. A presidente também fez questão de reconhecer a “forte liderança e boa cooperação” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o tempo em que o Brasil presidiu o Mercosul.
No entanto, nem todos os países-membros da UE apoiaram o acordo; Áustria, França, Hungria e Irlanda se manifestaram contra a proposta. Para ser válida, a proposta precisava do apoio de ao menos 15 dos 27 Estados-membros que representassem, juntos, 65% da população total da UE.
No Brasil, a decisão foi celebrada por políticos e empresários, com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) destacando o potencial do acordo ao estabelecer um mercado de aproximadamente US$ 22 trilhões. Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o acordo poderá elevar as exportações brasileiras para a Europa em cerca de US$ 7 bilhões, ressaltando a importância da qualidade dos produtos brasileiros exportados para a região.
O acordo também prevê a redução imediata de tarifas para diversos setores, incluindo máquinas, equipamentos de transporte, e produtos químicos, criando novas oportunidades para a indústria brasileira no mercado europeu. Essa sinalização de liberalização de comércio promete não apenas aumentar as exportações, mas também reforçar laços econômicos entre os dois blocos em um momento em que a cooperação internacional se torna cada vez mais relevante.
