Merz se manifestou em sua conta em uma rede social, elogiando o acordo como um marco na política comercial europeia, ressaltando sua importância para a soberania estratégica da Europa. Ele destacou a relevância do entendimento para a Alemanha e o bloco europeu, embora tenha apontado que as negociações extensas foram um processo desgastante, enfatizando a necessidade de agilidade nas futuras deliberações comerciais.
A repercussão dessa notícia foi amplamente positiva, com a ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, expressando sua alegria nas redes sociais, mesmo reconhecendo a posição contrária de seu país em relação ao acordo. Beate declarou que a assinatura do pacto trará substanciais benefícios econômicos para a Áustria, além de propor o aprofundamento das relações comerciais com nações como a Índia.
Entretanto, a resistência ao acordo permanece. O ministro da Agricultura da Polônia, Stefan Krajewski, advertiu que, além de seu país e da Áustria, outros como França, Hungria e Irlanda também se opõem ao entendimento, afirmando que se a Itália se unisse a esses países, o acordo seria inviabilizado. Krajewski expressou preocupações de que as implicações desse entendimento impactariam severamente os agricultores poloneses, mencionando propostas legislativas já em curso para proteger os setores agrários da Polônia.
No cenário industrial, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) elogiou a decisão dos Estados-membros, considerando-a um sinal claro de que a Europa busca manter uma economia vigorosa e aberta. O grupo afirmou que a assinatura do acordo resultará na redução significativa das tarifas para automóveis fabricados na UE e facilitará o comércio entre os blocos.
Os próximos passos incluem a finalização de votos por parte dos 27 Estados-membros da UE, cujo resultado deve ser confirmado até as 17 horas (horário de Brasília) do mesmo dia. Ao menos 15 países, que representam 65% da população europeia, manifestaram apoio ao acordo. Caso a ratificação siga adiante, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá se deslocar ao Paraguai na semana seguinte para formalizar o entendimento com os países do Mercosul, que compreendem Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Contudo, a aprovação final do Parlamento Europeu ainda é essencial para que o acordo entre em vigor.
