De acordo com Airton Santos, chefe especial da Vigilância Sanitária, a clínica oferecia consultas em diversas especialidades médicas, incluindo ginecologia, cardiologia, neurologia e psicologia. Adicionalmente, realizava procedimentos injetáveis de dermatologia. Tudo isso estava sendo feito sem a presença de um responsável técnico adequado, o que pode colocar em risco a saúde dos pacientes que buscavam os serviços oferecidos.
A interdição da clínica foi consequência do descumprimento das normas estabelecidas pela Resolução de Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a RDC nº 786/2023. Esta resolução define os requisitos técnico-sanitários que são imprescindíveis para o correto funcionamento dos laboratórios clínicos, visando assegurar a segurança e a qualidade dos serviços prestados à população.
Os responsáveis pela clínica têm agora o prazo de 90 dias para ajustar-se às exigências sanitárias e conseguir a desinterdição do estabelecimento. Durante este período, precisarão se adequar às regulamentações e obter toda a documentação necessária. A clínica foi devidamente autuada pela Visa e enfrentará um processo administrativo que pode resultar em penalidades severas. As multas variam de R$ 180 a R$ 38 mil e podem ser ainda mais pesadas no caso de reincidência das infrações.
A ação da Vigilância Sanitária reforça a importância de que todos os estabelecimentos de saúde sigam rigorosamente as normas sanitárias, garantindo a segurança e o bem-estar dos cidadãos que dependem desses serviços. A fiscalização é primordial para assegurar que práticas ilegais e potencialmente danosas não coloquem em risco a saúde pública.






