Leandro Goulart, chefe da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, enfatiza que essa decisão foi baseada em três fiscalizações específicas, além do acompanhamento regular da região. Goulart destacou que as normas de segurança estabelecidas pela Capitania dos Portos estavam sendo ignoradas e que a responsabilidade do ICMBio em garantir a segurança dos visitantes é crucial. Ele mencionou que não havia uma contagem de visitantes adequada e que a superlotação das embarcações expunha a segurança dos turistas.
As duas raias, com 50 metros de largura cada, são as únicas áreas delimitadas para o desembarque de visitantes. No entanto, a interdição se aplica apenas à raia destinada a embarcações maiores, não afetando os barcos-táxis menores, que operam com pescadores e promovem o turismo local de forma mais sustentável. A fiscalização do uso da raia é realizada em conjunto com a Fundação Instituto de Pesca de Arraial do Cabo e a Associação da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo.
Goulart também ressaltou que a interdição perdurará até que um plano de funcionamento que comprove o cumprimento das normas de segurança seja apresentado pelos operadores. A preocupação com a superlotação da praia e da cidade de Arraial do Cabo é uma questão crítica, segundo o chefe da reserva. Ele comentou que a economia local depende fortemente do turismo e que a atividade deve ser ordenada para não colapsar.
A demanda crescente por turismo na região está trazendo desafios, como a superlotação, que Goulart classificou como algo nunca visto antes. Ele relatou casos em que a Praia do Forte já não podia receber mais visitantes devido à falta de espaço. Para evitar futuros colapsos, Goulart advoga uma reflexão sobre a necessidade de um modelo de turismo que priorize a qualidade do serviço, em vez da quantidade de turistas. Essa reavaliação e organização são vistas como cruciais para um desenvolvimento sustentável e para garantir que Arraial do Cabo continue a ser um destino atrativo nas temporadas futuras.







