Essa discrepância entre um lucro significativo e a queda das ações pode ser atribuída a fatores preocupantes, principalmente o aumento da inadimplência. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,1%, o que representa um aumento de 0,5 ponto percentual no ano. Além disso, a inadimplência no curto prazo também se agravou, aumentando 0,3 pontos, agora situando-se em 4,6%. Esse contexto gerou desconfiança nos investidores, que passaram a reavaliar o desempenho e as perspectivas da instituição.
O Inter já estabeleceu uma meta arrojada de crescimento para 2027, denominada “60-30-30”, com a ambição de alcançar 60 milhões de clientes, operar com uma eficiência de 30% e manter um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 30%. No entanto, a trajetória até esse objetivo parece exigir uma gestão mais rigorosa da qualidade dos ativos. Analistas do Safra indicaram que os resultados financeiros ficaram aquém das expectativas, marcados por uma queda na receita líquida de juros e um crescimento modesto no crédito consignado.
Em contraste com a realidade adversa do Inter, o Agibank (AGBK) destacou-se positivamente, sendo a única fintech brasileira na NYSE a registrar ganhos, com as ações valorizando 8,77%, finalizando o pregão a US$ 7,39. Enquanto isso, outras fintechs como PagBank (PAGS) e PicPay (PICS) também sentiram o impacto negativo do mercado, com quedas de 2,69% e 3,44%, respectivamente. O cenário foi reflexo de um dia desfavorável também no mercado norte-americano, onde o índice S&P 500 e o Dow Jones apresentaram perdas de 0,38% e 0,63%, respectivamente, enquanto a NYSE fechou com uma queda de 1,17%.





