Em sua declaração, o IGR enfatizou que não mantém qualquer relação com o acidente, reforçando a diferenciação entre as instituições. Desde a sua fundação em 1951, o IGR adotou práticas de segurança rigorosas, ética e qualidade em todos os seus serviços prestados à população. Eles manifestaram uma profunda sensibilidade e respeito em relação a todos aqueles que foram impactados por este evento trágico.
O acidente com o Césio-137, que ocorreu em Goiânia em setembro de 1987, é um dos mais sérios desastres radiológicos do mundo, e a minissérie busca dramatizar esses eventos. A história inicia com a violação de um aparelho de radioterapia abandonado, encontrado por catadores de materiais recicláveis, que, ao desmontar o equipamento, inadvertidamente liberaram partículas da substância radioativa. Essa cápsula, envolta em mistério e curiosidade, capturou a atenção de muitos, levando a um aumento gradual na contaminação, à medida que fragmentos eram passados entre amigos e familiares.
Seis dias após o início da contaminação, o irmão do proprietário do ferro-velho, encantado pelo brilho do material, levou amostras para casa, intensificando ainda mais o problema. A gravidade da situação começou a ser revelada quando os indivíduos expostos começaram a apresentar sérios sintomas, como náuseas e mal-estar, levando à rápida convocação da Vigilância Sanitária. No total, 249 pessoas foram afetadas, resultando em quatro mortes diretas devido à exposição ao Césio-137, aprofundando ainda mais a dor coletiva de Goiânia.
A repercussão deste acidente permanece viva na memória coletiva, simbolizando não apenas um capítulo triste na história da saúde pública, mas também um alerta sobre a importância da vigilância e do manejo adequado de materiais potencialmente perigosos. O IGR, ao tomar uma posição ativa em relação ao assunto, busca preservar sua imagem e a confiança do público, enquanto respeita as vidas tocadas por essa tragédia.
