A decisão do ministro Marques foi fundamentada em um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumenta haver “elementos suficientes” para justificar a abertura do inquérito. O caso, por ora, tramita em sigilo no STF, mas já provoca reações nas esferas administrativas do STJ. Enquanto o inquérito avança, o plenário da corte se prepara para decidir sobre a instauração de um processo administrativo disciplinar (PAD) contra Buzzi, com base em recomendações de uma comissão de sindicância.
O cenário atual indica que o colegiado do STJ tende a seguir o relatório em questão e pode autorizar a abertura do PAD, um processo que busca aprofundar a investigação e pode culminar em sanções administrativas. Recentemente, Nunes Marques também rejeitou o pedido da defesa de Buzzi para suspender a sindicância em andamento, alegando que a fase preliminar não exige a plena participação da defesa, conforme já estabelecido pela Corte em decisões anteriores.
As alegações contra Buzzi incluem incidentes ocorridos em janeiro deste ano na praia de Balneário Camboriú (SC), onde o jovem afirma que o ministro teria tentado agarrá-lo repetidamente durante as férias com sua família. Além disso, uma ex-funcionária do gabinete de Buzzi também apresentou uma denúncia.
A defesa do ex-ministro, por sua vez, refuta as alegações, apontando que as provas apresentadas até o momento não têm validade e acusando a mídia de manchar a reputação do magistrado através de informações distorcidas. Em comunicado, os advogados de Buzzi expressaram sua indignação diante do que chamaram de uma “campanha de acusações sistemáticas” sem o devido processo legal, ressaltando a longa carreira do ministro, caracterizada pela integridade e pela ausência de quaisquer máculas.
Diante da gravidade das acusações e do clima de incerteza, o desdobramento desses casos continua a despertar a atenção do público e dos meios de comunicação, enquanto as instituições envolvidas tentam garantir um processo justo e transparente.






