Edson Fachin, atual presidente do STF, ressaltou que continua mantendo um diálogo aberto com Moraes e outros ministros sobre a possibilidade de um desfecho para o inquérito. De acordo com Fachin, o tema é considerado prioritário e está “na pauta” das discussões internas da Corte. Ele reconhece a importância da investigação, que desempenhou um papel crucial na proteção institucional do Supremo e na defesa da democracia, mas também alertou sobre a necessidade de reavaliação da continuidade do processo. Fachin usou uma metáfora perspicaz ao afirmar que “todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno”, sugerindo que a persistência da investigação pode ter efeitos indesejados.
Este inquérito foi instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e sua abertura ocorreu sem provocação de órgãos de investigação e com a designação de Moraes como relator de forma direta, o que gerou críticas e contestações sobre a legalidade do procedimento. Apesar das opiniões que indicam que a presidência do STF poderia encerrar as atividades do inquérito, Fachin apontou que a alternativa mais apropriada seria a conclusão da apuração ser efetuada por Moraes, que tem demonstrado uma postura cautelosa em relação ao tema.
O futuro da investigação ainda é incerto, mas está claro que debates ao redor de seu encerramento continuarão a ser parte integrante das discussões do STF nos próximos anos. Com isso, o inquérito sobre fake news se mantém como um ponto focal nas relações institucionais e na própria dinâmica da justiça no Brasil.





