Um dos destaques é a bicicleta aquática elétrica, desenvolvida pela startup BiClean. Este equipamento não apenas coleta resíduos das lagoas, mas também realiza amostragens para análises da qualidade da água, operando com energia solar e com o auxílio de voluntários que pedalam. O propósito é educar a população sobre questões ambientais e conscientizar a respeito do descarte irregular de lixo. O inventor do projeto, Marcius Victório da Costa, afirma que recompensas poderão ser oferecidas, dependendo da quantidade de resíduos recolhidos, reforçando assim a importância da participação comunitária.
Os testes iniciais desse modelo de limpeza ocorrerão na Lagoa Rodrigo de Freitas, com a autorização da prefeitura, que terá a responsabilidade de criar um marco regulatório para sua operação.
No campo da segurança, a empresa Aero Labs inova com um drone projetado para detectar banhistas em risco e lançar botes salva-vidas na área. Este equipamento, que pode alcançar a velocidade de 72 km/h, promete uma resposta mais rápida em casos de afogamento do que as tradicionais motos aquáticas. O projeto piloto está programado para ser implementado na região do Recreio dos Bandeirantes.
Outra proposta notável é uma pulseira inteligente, desenvolvida pela startup naPorta, que visa localizar crianças perdidas nas praias. Com um código QR integrado a uma rede digital de barraqueiros, a pulseira permitirá que, via aplicativo Praia Unida, um barraqueiro possa facilmente identificar e auxiliar no reencontro de crianças com suas famílias. O teste inicial ocorrerá nas praias do Leme e Leblon.
O programa também prevê a ampliação dos CEPs digitais em comunidades, facilitando a entrega de encomendas por meio de mapas digitais e georreferenciamento, especialmente em áreas que já contam com essa tecnologia, como o Vidigal.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, destaca que os projetos selecionados foram escolhidos com foco em seu potencial de impacto, especialmente fora da Zona Sul, ampliando assim o alcance das inovações na cidade.
Além dessas novas ideias, a Prefeitura já regulamentou propostas de edições anteriores, como o uso de patinetes elétricos, que agora contam com áreas demarcadas e sensores que limitam seu uso, e as regras para eletropostos de recarga de carros elétricos, com a previsão de expansão na cidade.
Outras propostas em destaque incluem o uso de motocicletas equipadas com sistemas de nebulização para controle de vetores, soluções logísticas para entrega de medicamentos em temperaturas controladas, e iniciativas voltadas para a revitalização econômica e monitoramento ambiental em diferentes regiões do Rio de Janeiro.





