Infantino começou destacando que há ingressos disponíveis a partir de 60 dólares, que incluem não apenas os jogos preliminares, mas também a final do torneio. No entanto, ele reconheceu que existem ingressos premium, como os camarotes, que podem ter valores que chegam a dezenas de milhares de dólares. “É importante que haja opções suficientes para todos os perfis de torcedores”, declarou o presidente.
O dirigente também fez uma reflexão importante sobre a natureza financeira da organização, explicando que a Copa do Mundo, que ocorre uma vez a cada quatro anos e dura apenas um mês, é a principal fonte de receita da Fifa. Infantino ressaltou que, enquanto a entidade gera receitas significativas em um curto espaço de tempo, os gastos ocorrem ao longo dos anos que se seguem. “Nos outros 47 meses até o próximo torneio, é inevitável que utilizemos esse dinheiro”, afirmou.
Além disso, Infantino reiterou que a Fifa é, na verdade, uma organização sem fins lucrativos, o que pode surpreender muitos. “Apesar de gerarmos bilhões com a Copa, cada centavo é reinvestido no desenvolvimento do futebol em 211 países ao redor do mundo”, explicou. Essa afirmação busca reforçar que o objetivo da Fifa vai além do lucro, centrando-se no crescimento do esporte globalmente.
Essa apresentação tem a intenção de desmistificar a visão de que a Fifa visa apenas o lucro a partir do evento esportivo. A discussão em torno do preço dos ingressos e o acesso ao evento se tornarão temas cruciais à medida que a Copa se aproxima, especialmente em um cenário onde a paixão pelo futebol continua a unir nações e culturas diferentes.






