Influenciadoras “Patricinhas do Tigrinho” ostentam vida de luxo enquanto recebem benefícios sociais e promovem jogos de azar fraudulentos.

Influenciadoras digitais de Luziânia, cidade localizada no Entorno do Distrito Federal, estão sendo investigadas por ostentarem uma vida de luxo nas redes sociais, enquanto recebiam benefícios sociais do governo. Conhecidas como as “Patricinhas do Tigrinho”, elas compartilhavam imagens de roupas de luxo, viagens internacionais e carros importados para atrair seguidores e promover jogos de azar virtuais.

A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma operação para investigar a participação de Ana Carolina de Souza, Aline Tainara Barbosa dos Reis e Tawane Alexandra Silva dos Anjos em atividades ilegais. Essas influenciadoras eram acusadas de incentivar seus seguidores a participarem de jogos de azar, como o “tigrinho”, no qual faziam simulações de ganhos milionários para atrair mais pessoas.

As investigações apontaram que as influenciadoras criaram uma fachada de lucros exorbitantes, enganando centenas de pessoas. Elas divulgavam supostos ganhos milionários em suas redes sociais, quando na verdade a plataforma de jogo era manipulada, oferecendo uma experiência diferente para os usuários.

Além disso, as influenciadoras recebiam comissões por cada novo cadastro, o que lhes permitia sustentar um estilo de vida luxuoso, com viagens para a Europa, carros caros e imóveis de alto padrão. Todas essas práticas foram descobertas durante a operação policial, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências das investigadas em Luziânia, Cristalina e São José dos Campos.

Vale ressaltar que essas influenciadoras também recebiam benefícios sociais, como o Novo Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, mesmo promovendo uma vida de ostentação nas redes sociais. A operação realizada pela Polícia Civil de Goiás foi determinada pela Vara de Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, em Goiânia, e teve como objetivo apurar a conduta ilegal dessas influenciadoras envolvidas em atividades ilícitas.

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