Durante um dia de lazer à beira-mar, Dani gravou um vídeo em que expôs a indignação com algumas pessoas que a abordaram devido ao seu piercing nas partes íntimas. Em desabafo nas redes, ela relatou que não é a primeira vez que passa por uma situação constrangedora desse tipo. “É a segunda vez que isso acontece. Só porque eu tenho piercing na minha [parte íntima], as pessoas ficam me discriminando na praia. A moça está aqui falando horrores para mim”, desabafou.
A interação que desencadeou todo o tumulto se deu entre Dani e uma mulher que a criticou, alegando que o espaço público necessitava de respeito, especialmente em relação a homens casados e crianças presentes. Por sua vez, Dani respondeu com ironia, sugerindo que a interlocutora fizesse “coisas mais importantes” em vez de se preocupar com sua aparência: “Vai cuidar do teu tabaco. A praia é pública”.
A discussão levantou questionamentos sobre os limites do que é considerado aceitável em espaços públicos e as implicações legais que podem advir. Especialistas ressaltam que, dependendo das circunstâncias, a exposição de um piercing íntimo pode ser interpretada de várias maneiras, desde simples comportamento pessoal até atos que podem ser classificados como obscenos. Não há consenso claro na legislação, e a situação pode ser analisada sob diferentes ângulos.
Por um lado, se a influenciadora foi hostilizada ou sofreu discriminação, pode ser considerada vítima e ter o direito de buscar medidas legais contra os agressores. Por outro lado, se sua exposição foi vista como intencional e provocativa, pode haver consequências jurídicas para ela. Dessa maneira, o episódio não só causa reflexões sobre a liberdade de expressão, mas também sobre o espaço individual em locais públicos.
A comunicação da influenciadora foi procurada para um posicionamento oficial, mas até o momento não houve retorno. O caso traz à tona não apenas questões de segurança e liberdade pessoal, mas também discute normas sociais e morais que regem a convivência em sociedade.
