Influenciador Luan Lennon é preso por simular furto em vídeo; Justiça mantém prisão preventiva após investigação por fraudes semelhantes nas redes sociais.

Neste sábado, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do influenciador Luan Lennon, de 23 anos, durante uma audiência de custódia. Luan foi detido em flagrante após confessar que havia simulado um furto em um ato que visava gerar conteúdo para suas redes sociais. Em uma reviravolta significativa, a decisão judicial converteu a prisão em preventiva, indicando a gravidade das acusações contra ele, que incluem a prática de denúncia caluniosa.

A prisão de Luan ocorreu na última quinta-feira, e sua detenção levou a Polícia Civil a investigar mais afundo as ações do influenciador, que parece ter um histórico de situações semelhantes. As autoridades estão analisando postagens anteriores de Luan nas redes sociais para verificar a possibilidade de outras encenações ou crimes que possam ter sido cometidos por ele em ocasiões passadas. O objetivo dessa investigação é determinar se ele repetidamente forjou cenários para o lucro de suas produções digitais.

De acordo com o delegado Diego Salarini Gabriel, que está à frente do caso, inconsistências foram notadas já no momento em que a ocorrência foi registrada. A polícia identificou elementos que sugeriam que a situação havia sido orquestrada, levantando dúvidas sobre a autenticidade das ações do influenciador.

Luan, que se apresenta como um combatente da desordem no Estado do Rio de Janeiro, foi flagrado coordenando um furto. Segundo a investigação, ele teria feito um arranjo com um flanelinha, oferecendo R$ 30 a um pedestre para que furtasse um celular de um veículo intencionalmente deixado com as janelas abertas. Ele gravou a cena e, em seguida, abordou o “assaltante” como se estivesse realizando uma prisão legítima.

Além de influenciador digital, Luan Lennon é conhecido por ter se candidatado a vereador em 2024 pelo Partido Liberal (PL), recebendo 4.208 votos e ficando como suplente. Em entrevistas, ele alegou ser chamado de “Nikolas carioca”, devido à sua idade e ao alinhamento com determinadas pautas na política. Com mais de 1 milhão de seguidores online, Luan frequentemente produz vídeos de denúncias contra flanelinhas no Rio de Janeiro, onde afirma combater uma suposta “máfia” de cobrança irregular de estacionamentos.

Durante sua prisão, outras duas pessoas que acompanhavam Luan também foram detidas e podem responder por fraude processual. A audiência de custódia para os três envolvidos foi agendada para a tarde deste sábado, reforçando a gravidade do cenário em que eles se encontram. As repercussões deste caso seguem em pauta, com a sociedade atenta às próximas etapas da investigação.

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