Inicialmente, a Polícia Civil recebeu uma queixa de furto, onde um homem havia sido detido por policiais militares. Porém, durante o registro do boletim de ocorrência, os agentes começaram a desconfiar da história apresentada e decidiram aprofundar suas investigações. O delegado Diego ressaltou que, na fase de registro, os policiais notaram que o que parecia ser um simples furto era, de fato, um cenário que indicava um planejamento criminoso.
Após uma análise cuidadosa, a polícia decidiu liberar o homem que havia sido apontado como autor do furto, considerando que sua detenção não fazia sentido diante das novas evidências. Em contrapartida, Luan Lennon e seus dois colaboradores foram autuados por crime de denúncia caluniosa, conforme prevê o artigo 339 do Código Penal.
De acordo com o delegado, o influenciador apresentou um suposto ladrão à polícia, mas depois de uma investigação, ficou claro que havia um esquema organizado. A Polícia Civil investiga que um “flanelinha” teria sido pago para criar a cena do furto, onde um celular foi deixado propositadamente em um carro com as janelas abertas, num truque para a gravação de conteúdo para as redes sociais de Luan. A abordagem do “furtador” filmada por Luan não saiu como planejado, gerando confusão quando o pedestre negou estar envolvido no esquema.
Luan Lennon, de 23 anos, é uma figura conhecida nas redes sociais, famoso por confrontar pessoas nas ruas e simular ações que muitas vezes envolvem irregularidades. Além de sua atuação digital, ele possui uma breve passagem pela política, tendo sido candidato a vereador no Rio de Janeiro e presidido o núcleo jovem do Partido Liberal (PL) desde 2021.
As investigações em torno do caso continuam, e as autoridades estão avaliando a participação de outras pessoas, além de examinar a possibilidade de novos crimes, como fraude processual. O incidente levanta questões sobre os limites éticos e legais da produção de conteúdo nas redes sociais e as repercussões que ações encenadas podem ter na vida real.





