Campioni, que é sócio da influenciadora Kel Ferreti e se popularizou com o título de “Pai do orgânico”, foi encontrado em sua residência localizada no bairro Ponta Verde, em Maceió. Após a sua detenção, foi levado à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e, subsequentemente, deve ser encaminhado ao sistema prisional.
Vale lembrar que a audiência que resultou em sua liberação ocorreu no dia 4 de outubro. Durante essa audiência, a defesa de Campioni argumentou que o influenciador sofre de “surtos de paroxismos epileptiformes”, a conhecida epilepsia. Entretanto, a equipe do Gaesf não aceitou este argumento, alegando que as evidências apontavam para uma rotina social ativa, o que contradiz a condição de saúde alegada pela defesa.
Essa reviravolta se dá no contexto da Operação Trapaça, uma investigação que já havia resultado na prisão de Campioni e Ferreti. O foco da operação é uma suposta organização criminosa envolvida em práticas que vão de crimes contra a economia popular à lavagem de dinheiro, especialmente relacionada a jogos de azar online. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca em Maceió e São Paulo, resultando na apreensão de cerca de R$ 20 mil, quase 40 aparelhos celulares, diversos documentos e um veículo de luxo. As autoridades investigam ainda o possível uso de “laranjas” para encobrir a verdadeira origem dos bens da organização.
Essa situação levanta questões sobre a atuação dos influenciadores digitais e a necessidade de responsabilidade, especialmente em um cenário onde a influência pode impactar vastas audiências e potenciais estratégias de lavagem de dinheiro. A continuidade do caso deve atrair atenção do público e da mídia, visto que ele revela complexidades que envolvem não apenas a vida pessoal de figuras públicas, mas também delitos de grande escala que afetam a sociedade.
