Influencer Pablo Marçal se compromete a investigar vídeos que ensinam impulsionamento ilegal de postagens em redes sociais durante campanha eleitoral.

O candidato do PRTB à Prefeitura da capital paulista, Pablo Marçal, se viu envolvido em uma polêmica nesta terça-feira (27/8), após a divulgação de vídeos em sua campanha e em seu perfil no Instagram ensinando apoiadores a impulsionarem postagens nas redes sociais para pedir votos para ele. A prática, conforme revelado pelo Metrópoles, é proibida pela Justiça Eleitoral.

Em meio a essa controvérsia, Pablo Marçal afirmou que não tinha conhecimento sobre os vídeos e que iria checar o ocorrido. O candidato garantiu que, se confirmada a irregularidade, suspenderia imediatamente a estratégia. Durante uma caminhada com seus apoiadores pela Avenida Paulista, Marçal declarou: “Se é irregular, tem que ser corrigido”.

O vídeo em questão fazia parte de um passo a passo criado pela campanha de Marçal para alavancar sua candidatura, após ter suas contas suspensas nas redes sociais por suspeita de abuso de poder econômico. A Justiça determinou a suspensão das contas “monetizadas” do candidato, além de proibir que ele remunere os “cortadores” de seus conteúdos com vinculação à campanha eleitoral.

No entanto, na tarde de segunda-feira, o perfil de Pablo Marçal removeu a postagem que divulgava o vídeo com o tutorial de impulsionamento, assim como a gravação foi deletada do site do candidato. A polêmica em torno da irregularidade na estratégia de impulsionamento levou Marçal a adotar uma postura de verificação e possível suspensão da prática.

Diante desse cenário, o influenciador político abriu “contas reservas” para continuar sua campanha nas redes sociais, já que o PRTB não terá tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. A partir de sexta-feira (30/8), o horário eleitoral gratuito terá início, e Marçal buscará compensar sua ausência nesses meios com uma presença fortalecida nas redes sociais.

A controvérsia envolvendo Pablo Marçal coloca em evidência a importância do cumprimento das normas eleitorais e da transparência nas estratégias de campanha, especialmente em um cenário cada vez mais digitalizado e influenciado pelas redes sociais. A postura do candidato diante da irregularidade e sua disposição em corrigir possíveis erros serão essenciais para manter a credibilidade de sua campanha.

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