Com isso, o acumulado em 12 meses encerra o mês de janeiro de 2025 em 4,50%, atingindo exatamente o teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual tanto para cima quanto para baixo. Em dezembro, a inflação acumulada era de 4,41%, demonstrando uma leve elevação no índice.
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira surpreenderam negativamente o mercado, já que as expectativas eram de uma alta de 0,22% para o mês. Apesar do resultado abaixo do esperado, a taxa de inflação ainda supera a observada em janeiro de 2024, quando o IPCA-15 foi de apenas 0,11%. Para o acumulado em 12 meses, os analistas previam um percentual de 4,52%.
Neste mesmo período, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu início a sua primeira reunião do ano, onde será definida a trajetória da taxa Selic, atualmente fixada em 15%. A reunião pode indicar se haverá continuidade na manutenção dessa taxa ou se um novo ciclo de cortes se iniciará, dependendo da análise do cenário econômico e dos dados de inflação.
O aumento no índice de preços foi impulsionado, principalmente, pelo setor de saúde e cuidados pessoais, que apresentou alta nos preços de produtos de higiene pessoal. Além disso, o grupo de alimentação e bebidas, que tem um peso significativo na composição do índice, acelerou sua taxa de variação, passando de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro, após interromper sete meses consecutivos de queda, com a alimentação no domicílio subindo 0,21%.
Por outro lado, o segmento de habitação experimentou uma diminuição de 0,26%, sendo influenciado principalmente pela significativa queda de 2,91% nos preços da energia elétrica residencial. Este recuo teve o maior impacto negativo do mês e foi favorecido pela ativação da bandeira tarifária verde, que não impõe cobranças adicionais. Até dezembro, a bandeira amarela estava em vigor, que implicava um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Essa mudança nas tarifas contribuiu para a desaceleração da inflação, refletindo uma melhora nas contas dos consumidores.






