Inflação de março atinge 0,88% e é impulsionada por transportes e alimentação, com alta acumulada de 4,14% em 12 meses, revela IBGE.

Em março de 2023, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma variação de 0,88%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta elevação no índice foi observada em todos os nove grupos pesquisados, refletindo um cenário de inflação generalizada. O destaque foi o grupo de transportes, que inclui combustíveis, e o setor de alimentação e bebidas, ambos contribuindo significativamente para a pressão inflacionária. A divulgação dos dados ocorreu na última sexta-feira, dia 10 de abril.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,14%, enquanto que de janeiro até março deste ano, os índices mostraram uma alta de 1,92%. Em março, o segmento de transportes foi o principal vetor da inflação, com um crescimento de 1,64%, impactando 0,34 ponto percentual do índice geral. Alimentação e bebidas seguiram como o segundo grupo mais relevante, com uma alta de 1,56%, contribuindo com 0,33 ponto percentual.

Estes dois grupos juntos representaram cerca de 76% da variação total do IPCA no mês, evidenciando a importância de ambos na economia familiar. No grupo de transportes, a gasolina, que havia apresentado uma queda de 0,61% em meses anteriores, subiu 4,59% em março, sendo o item que teve o maior impacto individual, somando 0,23 ponto percentual ao índice. O diesel, por sua vez, registrou um aumento ainda mais expressivo, de 13,90%, embora seu impacto tenha sido menor devido à sua participação relativa na cesta de consumo.

Em relação ao grupo de alimentação e bebidas, os preços aceleraram consideravelmente em março, passando de uma alta de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte. Dentro desse grupo, o subgrupo de alimentação no domicílio foi o que mais se destacaram, com uma elevação de 1,94%. Os alimentos que mais contribuíram para essa alta foram o tomate, cebola, batata-inglesa, leite longa vida e carnes, refletindo pressões significativas nos preços.

Por outro lado, alguns itens apresentaram quedas, como a maçã e o café moído. Segundo especialistas, a aceleração nos preços da alimentação foi impulsionada por fatores como a redução na oferta de determinados produtos e os custos crescentes de frete, derivados do aumento nos preços dos combustíveis.

Em suma, os dados de março mostram uma realidade complexa para os consumidores brasileiros, com impactos fortes em setores fundamentais, o que coloca em evidência a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis que afetam a economia.

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