Indústria de Materiais de Construção Cresce 3,1% em Março, Mas Reposição Não Indica Tendência de Recuperação Sustentada, Avisa ABRAMAT.

Indústria de Materiais de Construção Apresenta Sinais de Recuperação em Março de 2026

São Paulo, 17 de abril de 2026 – Após um período prolongado de retração, a indústria de materiais de construção começa a mostrar sinais de recuperação. Em março, esse setor registrou um aumento de 3,1% no faturamento deflacionado em comparação a fevereiro, de acordo com os dados recentes. Além disso, o índice apontou uma alta de 1,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, rompendo uma sequência de nove quedas consecutivas durante 2025.

Esse resultado positivo deixa a esperança de que uma recuperação gradual possa estar em andamento. As revisões feitas nos números de fevereiro já indicavam uma leve melhora, com alta de 1,0% em relação a janeiro, apesar de uma queda de 6,4% quando analisado em uma perspectiva anual. Esses números sugerem que a atividade ainda enfrenta pressões significativas.

No entanto, é importante destacar que a recuperação ainda não se mostrou robusta. Ao olhar para os resultados acumulados de 2026, o setor ainda enfrenta um desfalque de 4,0% no faturamento, com uma retração anual de 3,3%. Esses dados refletem a luta contínua do setor para se estabilizar.

O crescimento observado em março foi impulsionado, em grande parte, pelos materiais básicos, que cresceram 5,1% na comparação mensal e 2,5% na anual. Por outro lado, os materiais de acabamento tiveram um desempenho mais modesto, com uma alta de apenas 1,1% em relação a fevereiro e de 0,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Em meio a essa recuperação parcial, a associação que representa o setor mantém uma projeção otimista de crescimento de 1,9% para o ano de 2026. Essa expectativa é sustentada pela esperança de uma redução gradual nas taxas de juros e a continuidade de programas habitacionais.

Contudo, segundo o presidente executivo da associação, o cenário internacional, em particular conflitos recentes, pode trazer novos desafios. Ele enfatiza que a escalada de tensões no Oriente Médio pode impactar os preços de insumos essenciais, como aço e cimento, afetando negativamente tanto a construção quanto a indústria.

Esses fatores podem reverberar na economia doméstica, talvez prolongando a manutenção de taxas de juros elevadas, o que é um fator crucial para o crédito e, consequentemente, para a dinâmica do setor. Diante dessa realidade, a associação adota uma postura cautelosa, mesmo com a previsão de crescimento.

O futuro da indústria de materiais de construção ao longo do ano dependerá também da política monetária, da situação econômica externa e do andamento dos programas de estímulo à construção civil. Assim, mesmo com os sinais esperançadores de março, o setor ainda enfrenta um cenário de incertezas, onde a consolidação da recuperação levará tempo e dependerá de fatores diversos.

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