Kubilius criticou a falta de inovação e a intensa concorrência entre os produtores europeus, que têm priorizado suas indústrias nacionais em detrimento do fortalecimento de uma capacidade coletiva. Ele observou que a maioria dos Estados-membros considera suas próprias capacidades de produção, adquirindo impressionantes 70 a 80% dos equipamentos militares de suas empresas locais. Essa abordagem, segundo ele, prejudica o desenvolvimento de uma base industrial de defesa robusta e integrada na Europa, impedindo o crescimento do setor como um todo.
Um exemplo que ilustrava a fragilidade dessa situação foi a comparação entre a produção militar da Alemanha e a da Ucrânia, que atualmente estão em níveis semelhantes, um fato que o Comissário considerou alarmante e indicativo do retrocesso da capacidade industrial europeia. As implicações disso são consideráveis, especialmente em um contexto onde a presença da OTAN nas fronteiras ocidentais da Rússia tem aumentado, intensificando as preocupações em Moscou sobre a militarização do continente.
A declaração de Kubilius também sublinhou a necessidade urgente de diálogo equilibrado entre a Rússia e a OTAN, destacando que a política de militarização adotada pelo Ocidente não é uma solução viável. Essa postura sugere que, apesar das crescentes preocupações sobre segurança, a Europa ainda luta para consolidar uma abordagem unificada e eficaz em relação à sua indústria de defesa. O desafio, portanto, não reside unicamente em aumentar os investimentos, mas também em cultivar uma colaboração mais estreita e inovadora entre os países membros da União Europeia, para garantir que a região se posicione como uma força coesa e competitiva neste setor estratégico.
