Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destacou o desempenho positivo da indústria ao longo do ano, atribuindo-o ao aumento da demanda por produtos industriais, o que gerou impactos benéficos para o setor e para a economia como um todo. A crescente demanda resultou em maior faturamento, levando a um aumento na produção e consequentemente na geração de empregos, impulsionando a economia com mais renda, investimentos e consumo.
No período de setembro para outubro, o número de horas trabalhadas na produção cresceu 0,7%, enquanto nos primeiros dez meses do ano o indicador registrou um avanço de 4,3% em relação ao mesmo período de 2023. Entretanto, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) do setor caiu 0,3 ponto percentual entre setembro e outubro, alcançando 79,4%.
O emprego industrial completou 13 meses consecutivos sem queda, com um acréscimo de 0,1% em outubro. No acumulado do ano, o indicador apresentou um crescimento de 2,1% em comparação com o ano anterior. Outros índices relacionados ao mercado de trabalho, como massa salarial e rendimento médio, se mantiveram estáveis, com acumulados anuais superiores aos de 2023.
Na região metropolitana de São Paulo, a Maximu’s Embalagens Especiais viu seu faturamento aumentar em 37% de agosto a novembro, impulsionado pela demanda do setor automotivo. O CEO da empresa, Márcio Grazino, enfatizou o ritmo sólido de crescimento do mercado para 2025 e destacou o preparo da empresa para atender às novas demandas.
Os resultados positivos do setor indicam um cenário favorável para a indústria de transformação como um todo, com expectativas de novos investimentos e geração de empregos. A CNI ressalta que esses indicadores devem sustentar a recuperação do setor em um ambiente econômico desafiador. A indústria de transformação brasileira é vista como um dos pilares da recuperação econômica do país, evidenciando um cenário de maior resiliência e preparação para enfrentar os desafios econômicos futuros.
