Indignação em Maceió: R$ 200 milhões e um rio morto geram críticas ao ex-prefeito JHC pela ineficácia do Renasce Salgadinho.

Em Maceió, a polêmica acerca da obra “Renasce Salgadinho”, idealizada pelo ex-prefeito JHC, reacendeu a indignação entre a população e figuras públicas da cidade. Recentemente, duas vozes influentes, a atriz e cantora Flora Uchôa e o vlogger Júlio César dos Santos, tornaram-se articuladores de um coro de críticas que questiona a efetividade e os resultados da intervenção que custou quase R$ 200 milhões.

O projeto tinha como objetivo central promover o saneamento do Vale do Reginaldo e despoluir o rio Salgadinho, porém, após meses de expectativas, o resultado pouco condiz com o prometido. A revolta de Flora é evidente: “Gente, eu tô chocada ainda com o que eu vi ali no Renasce Salgadinho: um rio morto, pirotecnia. Um rio podre, um cheiro horrível, não tem vida naquele rio”, reclamou em uma de suas postagens nas redes sociais. A atriz destaca a dissonância entre o que era esperado e a realidade, endereçando críticas diretas ao marketing da prefeitura que tenta convencer a população de que a obra é um marco ambiental.

Além disso, Uchôa enfatiza a situação insustentável que os moradores ainda enfrentam: “O prefeito JHC faz a inauguração das novas obras, mas a gente não vê a praia limpa, o riacho também não tá limpo. As bocas de esgoto, aparentemente, ainda estão jogando no rio. É um esgoto a céu aberto, e o principal não foi feito.” Sua indignação revela uma preocupação palpável com a qualidade de vida da população e a falta de satisfação em relação aos compromissos assumidos pela administração municipal.

Em um tom de desilusão, Júlio César expressa sua frustração: “Que decepção! Eu pensei que ia poder pescar, ia poder tomar banho aqui. Será que um dia eu vou conseguir fazer isso no Salgadinho?”. A situação só se agrava com o aumento expressivo nos custos da obra, que saltaram de R$ 76 milhões para impressionantes R$ 182,5 milhões, gerando ainda mais descontentamento entre os cidadãos. Com o rio ainda poluído e a promessa de um ambiente saudável não cumprida, a sensação de abandono e engano permeia a comunidade. Assim, o clamor por responsabilidade e transparência se torna cada vez mais urgente nas vozes daqueles que anseiam por um futuro mais limpo e digno.

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