Indígenas da Amazônia Peruana ameaçam aplicar “justiça” por conta própria após assassinato de líder pelo narcotráfico.

Indígenas da Amazônia peruana estão se mobilizando para combater a ameaça do narcotráfico em suas comunidades. Após o brutal assassinato do líder Mariano Isacama, cujo corpo foi encontrado no fim de semana com um tiro na cabeça, os indígenas estão dispostos a aplicar “justiça” por conta própria.

Jackeline Odicio, presidente da Federação de Mulheres de Kakataibo, uma comunidade de cerca de 5.000 habitantes na reserva homônima, expressou a preocupação e a vulnerabilidade do povo indígena diante das ameaças constantes do narcotráfico. Segundo ela, após o enterro de Isacama, as ameaças já começaram novamente, deixando a comunidade desprotegida.

Marcelo Odicio, em coletiva de imprensa, relatou que os narcotraficantes têm ameaçado a comunidade indígena, dizendo que serão as próximas vítimas. Com mais de 50 defensores da terra e do meio ambiente assassinados no Peru entre 2012 e 2022, a população indígena está cansada da inação da justiça em relação às denúncias.

Diante disso, as comunidades indígenas estão se organizando para se proteger. Estão dispostas a agir com guardas armadas e a aplicar a justiça por conta própria, caso as autoridades não tomem medidas efetivas para combater o narcotráfico que está destruindo a floresta para plantar mais folha de coca e produzir cocaína.

As guardas indígenas, embora não estejam armadas como deveriam, estão prontas para patrulhar e proteger suas terras. A determinação dos indígenas em resistir às ameaças e lutar pela preservação de seu território e cultura é evidente, demonstrando a força e a coragem desse povo em enfrentar os desafios impostos pelo narcotráfico na Amazônia peruana.

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