Índices europeus reagem ao otimismo após discurso de Trump, mas incertezas sobre a Groenlândia persistem no mercado financeiro.

Após dois dias de quedas significativas, os principais índices das bolsas de valores europeias encerraram a quarta-feira (21/1) em alta, impulsionados por um clima de otimismo recém-desenvolvido no mercado. O motivo desse ânimo foi a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Embora as tensões ainda pairassem, especialmente em relação às palavras do líder norte-americano sobre a Groenlândia, os investidores reagiram positivamente à declaração de Trump, que, ao contrário do que muitos temiam, não mencionou a possibilidade de uma ação militar contra a região autônoma que pertence à Dinamarca. Este discurso trouxe um alívio momentâneo ao mercado, que já vinha lidando com incertezas relacionadas às políticas externas dos EUA.

O índice Stoxx 600, que abrange ações de 600 empresas listadas na Europa, apresentou uma leve queda de 0,02%, fechando em 602 pontos, praticamente estável em comparação à sessão anterior. Na França, o CAC 40 subiu 0,08%, alcançando os 8 mil pontos, enquanto o FTSE 100, de Londres, subiu 0,11%, fechando em 10,1 mil pontos. O Ibex 35 de Madri também teve um desempenho positivo, com uma leve alta de 0,06%, atingindo 17,4 mil pontos. Em contraste, a Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, viu o índice DAX cair 0,58%, encerrando o dia em 24,5 mil pontos.

Durante seu discurso, Trump enfatizou a urgência de “negociações imediatas” para a aquisição da Groenlândia, uma questão que gerou inquietação em várias nações europeias. O presidente dos EUA, ao manifestar seu respeito pelo povo dinamarquês e groenlandês, ressaltou que a segurança do território não poderia depender exclusivamente de outros países da NATO, sugerindo que os EUA deveriam ter um papel central na defesa da região.

Além disso, Trump posicionou a Groenlândia como estrategicamente vital para a paz global, com um tom provocativo ao afirmar que desejava um “pedaço de gelo” para proteger o mundo. Suas críticas à Europa foram contundentes, destacando uma percepção negativa sobre o estado atual do continente e sua economia, e atribuindo a responsabilidade a políticas de imigração descontroladas.

A escalada das tensões entre os EUA e a Europa não se limita apenas à questão da Groenlândia, mas também se reflete em ameaças de tarifas que Trump impôs a países europeus, aumentando o temor de um conflito comercial. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, já deixou claro que o território não será governado pelos Estados Unidos, reforçando a posição da Dinamarca. Como resultado, a União Europeia realizou reuniões de emergência para discutir uma resposta conjunta, preparando-se para retaliar as medidas e protegendo os interesses de seus Estados-Membros.

Sair da versão mobile