Embora as tensões ainda pairassem, especialmente em relação às palavras do líder norte-americano sobre a Groenlândia, os investidores reagiram positivamente à declaração de Trump, que, ao contrário do que muitos temiam, não mencionou a possibilidade de uma ação militar contra a região autônoma que pertence à Dinamarca. Este discurso trouxe um alívio momentâneo ao mercado, que já vinha lidando com incertezas relacionadas às políticas externas dos EUA.
O índice Stoxx 600, que abrange ações de 600 empresas listadas na Europa, apresentou uma leve queda de 0,02%, fechando em 602 pontos, praticamente estável em comparação à sessão anterior. Na França, o CAC 40 subiu 0,08%, alcançando os 8 mil pontos, enquanto o FTSE 100, de Londres, subiu 0,11%, fechando em 10,1 mil pontos. O Ibex 35 de Madri também teve um desempenho positivo, com uma leve alta de 0,06%, atingindo 17,4 mil pontos. Em contraste, a Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, viu o índice DAX cair 0,58%, encerrando o dia em 24,5 mil pontos.
Durante seu discurso, Trump enfatizou a urgência de “negociações imediatas” para a aquisição da Groenlândia, uma questão que gerou inquietação em várias nações europeias. O presidente dos EUA, ao manifestar seu respeito pelo povo dinamarquês e groenlandês, ressaltou que a segurança do território não poderia depender exclusivamente de outros países da NATO, sugerindo que os EUA deveriam ter um papel central na defesa da região.
Além disso, Trump posicionou a Groenlândia como estrategicamente vital para a paz global, com um tom provocativo ao afirmar que desejava um “pedaço de gelo” para proteger o mundo. Suas críticas à Europa foram contundentes, destacando uma percepção negativa sobre o estado atual do continente e sua economia, e atribuindo a responsabilidade a políticas de imigração descontroladas.
A escalada das tensões entre os EUA e a Europa não se limita apenas à questão da Groenlândia, mas também se reflete em ameaças de tarifas que Trump impôs a países europeus, aumentando o temor de um conflito comercial. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, já deixou claro que o território não será governado pelos Estados Unidos, reforçando a posição da Dinamarca. Como resultado, a União Europeia realizou reuniões de emergência para discutir uma resposta conjunta, preparando-se para retaliar as medidas e protegendo os interesses de seus Estados-Membros.






