Indicativo de greve na Uneal gera cobranças por concurso público e crise na educação superior em Alagoas, alerta deputado.

Na última quarta-feira, durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa, o deputado Cabo Bebeto (PL) trouxe à tona a questão da possível greve dos servidores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). O parlamentar cobrou do Governo e da Secretaria de Educação a realização de um concurso público para solucionar os problemas enfrentados pela instituição, sobretudo a falta de professores e técnicos.

De acordo com Bebeto, a Uneal enfrenta uma das maiores crises de sua história, com cursos não funcionando devido à escassez de profissionais. Além disso, os alunos estão sofrendo com a falta de assistência estudantil, restaurantes universitários e internet. O deputado destacou que, apesar das reivindicações por concursos públicos, o Governo do Estado não promove a realização do certame, agravando ainda mais a situação.

Um dos principais problemas apontados por Bebeto é a ausência de 12 professores com carga horária de 40 horas/aula na área de Direito, o que afeta diretamente os estudantes desse curso. O deputado enfatizou que a situação se torna ainda mais grave quando se observa que a Uneal possui apenas seis professores efetivos com formação em Direito para um total de 74 disciplinas.

Além dos problemas enfrentados pela Uneal, Bebeto também citou a preocupante situação da educação no estado de Alagoas como um todo. Ele mencionou dados do IBGE que apontam mais de 360 mil analfabetos no estado e 255 mil jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham e nem estudam. Esses números são alarmantes e evidenciam a necessidade de investimentos na área educacional.

Diante desse cenário, Bebeto ressaltou que tem recebido denúncias sobre a falta de professores nas escolas públicas, mesmo após o início das aulas em fevereiro. A situação da Uneal e da educação em Alagoas como um todo requer medidas urgentes por parte das autoridades competentes para garantir o acesso dos estudantes a um ensino de qualidade e para evitar o agravamento da crise educacional no estado.

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