Ministros e aliados próximos a Messias demonstram preocupação e surpresa com a falta de cumprimento do prazo. Atribuem a responsabilidade pela demora à Casa Civil, que, sob a nova direção de Miriam Belchior após a saída de Rui Costa, justifica a situação como resultado de trâmites burocráticos. De acordo com informações obtidas, toda a documentação necessária já foi encaminhada pelo advogado-geral da União, mas a Casa Civil apenas confirma que o envio ainda não ocorreu, sem fornecer maiores explicações.
A situação se torna ainda mais complexa em meio à política interna do governo. Em reunião ministerial, Lula reafirmou a importância da indicação e solicitou o empenho de seus auxiliares para conquistar a aprovação de Messias no Senado, ressaltando a necessidade de articulação com aliados legislativos. O nome de Messias foi escolhido para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, ocorrida em novembro do ano passado, mas a decisão havia sido adiada como uma estratégia para lidar com a resistência que seu nome pode enfrentar entre os senadores.
Adicionalmente, a escolha de Messias gerou descontentamento entre líderes do Senado, especialmente o presidente Davi Alcolumbre. Alcolumbre, que preferia outro nome para a vaga, já afastou-se do governo, apesar de ter sido um aliado importante durante o atual mandato de Lula. A situação se intensificou quando Alcolumbre chegou a marcar uma sabatina para Messias para uma data considerada muito distante, o que foi interpretado como um obstáculo à aprovação da indicação.
Diante desse cenário de incertezas, o governo decidiu adiar o envio da mensagem presidencial, na esperança de ganhar tempo e criar condições mais favoráveis para a aprovação de Jorge Messias no Senado. Com a expectativa de que a documentação seja finalmente enviada, todos aguardam o início do rito regimental que poderá levar à confirmação de sua indicação.





