Durante sua apresentação, Messias destacou a importância de um “aperfeiçoamento” do STF, sugerindo que a Corte precisa evoluir para se manter relevante e respeitada dentro do contexto democrático brasileiro. Sua fala surge em um momento delicado para o Supremo, que enfrenta críticas e pressões relacionadas à sua imagem, exacerbadas por casos recentes como o caso Master.
O advogado-geral enfatizou o papel fundamental do STF no amadurecimento cívico do país e afirmou que a relação entre a jurisdição e a democracia deve ser pautada pela autocrítica e pela responsabilidade. Ele reiterou a necessidade de regras claras para todos os poderes, comentando que “todo poder deve se sujeitar a regras e contenções”. Isso se alinha com seu apoio a um código de conduta para magistrados, que, segundo ele, é vital para garantir que o tribunal mantenha a imparcialidade em suas decisões.
Messias também abordou a questão do “ativismo judicial”, com a proposta de que o STF deve se concentrar em reforçar a percepção de imparcialidade. Ele argumentou que a política deve ser distinta da jurisdição, enfatizando que esta última deve sempre se ancorar na lei.
Em seu discurso, o indicado apresentou sua trajetória profissional, mencionando sua experiência prévia como assessor de senadores e o aprendizado adquirido no ambiente legislativo. Messias, que se identifica como evangélico, reiterou sua defesa pela laicidade do Estado e a necessidade de respeitar a Constituição acima de convicções pessoais.
No Senado, o clima político em torno de sua indicação apresenta uma mistura de expectativas e incertezas. Apesar de alguns senadores acreditarem na sua aprovação, a ausência de um apoio público formal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, gera questionamentos sobre como se desenrolará a votação. Messias já acumula pelo menos 25 votos favoráveis, com 22 contrários, mostrando assim um cenário apertado e volátil, que pode se alterar até a votação final.







